O governo Lula busca espaço fiscal para ampliar o orçamento do Plano Safra 2026/27, que começa em 1º de julho. As propostas para agricultura empresarial e familiar somam 652 bilhões de reais, ficando 10% acima do montante ofertado na safra atual. A ampliação depende do orçamento.
O Tesouro avaliou a disponibilidade orçamentária como aquém do necessário para atender as reivindicações. Interlocutores próximos apontam que números ainda não são definitivos e dependem de conversas com a Fazenda e a política do governo. A decisão final depende do espaço fiscal.
Para a agricultura empresarial, o ministério da Agricultura solicita 570 bilhões, incluindo CPRs, com juros de apenas dígito. Já a agricultura familiar pleiteia 82 bilhões, com aumento de 5% e manutenção das taxas de juros. Conjunto das propostas envolve custos acima do que foi oferecido hoje.
Situação orçamentária e números
As propostas estão em discussão com a Fazenda e com a equipe política, com a possibilidade de esforço adicional para chegar a pelo menos 10% a mais ante a safra passada. Hoje, ministérios devem se reunir para alinhar cálculos.
Os ministros da Casa Civil, da Fazenda, da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário reúnem-se na Casa Civil às 17h para tratar do tema. A pauta inclui a definição de fontes para cobrir o aumento pretendido.
Na prática, o lançamento da política de crédito está previsto para 1º de julho, com participação do presidente Lula. A primeira reunião interministerial ocorreu nesta semana, com representantes dos Ministérios da Agricultura, MDA, Fazenda e Planejamento.
Na safra atual, o Tesouro destinou 13,5 bilhões de subvenção para juros em linhas de crédito. Para 2026/27, o setor estima precisar entre 23 e 27 bilhões em subvenção para alcançar entre 630 bilhões e 670 bilhões em recursos totais.
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