Santa Bárbara denuncia megacontratos de artilleria geridos pelo governo brasileiro, abrindo caminho para uma disputa judicial, mas mantendo canal aberto para negociações com Indra. A companhia apresentou a denúncia apenas no último dia útil do prazo, após o Ministério da Defesa rejeitar recurso administrativo anterior.
O processo envolve contratos de artilleria adjudicados pela Defesa española, no valor de 7,240 bilhões de euros, a Indra e EM&E. Após a negativa do recurso de alçada, Santa Bárbara acionou a Audiencia Nacional para contestar as decisões. Fontes do setor indicam que a empresa não descarta acordos com Indra para buscar uma colaboração industrial.
Em aberto, negociações com Indra
Antes da denuncia, Santa Bárbara já havia recorrido ao Tribunal Supremo contra empréstimos de 3 bilhões de euros concedidos para financiar os projetos. Simultaneamente, a Indra informou que negocia com Rheinmetall para fornecer a plataforma de artilleria sobre rodas, enquanto a parceria com Hanwha é alvo de acordo para a plataforma K9 da linha de artilleria sobre rodas.
Contexto e impactos
A incursão de Indra no segmento de defesa terrestre pressionou a posição da Santa Bárbara no mercado nacional, que até então contava com pouca concorrência de grande porte. O governo tem mantido a postura de congelar ajustes e manutenções de sistemas como Leopard e SIAC na planta em Sevilla, o que já resultou em impactos locais, incluindo desligamentos temporários de trabalhadores.
Relação entre as empresas
A relação entre Santa Bárbara e Indra tem passado por ajustes desde a saída da gestão anterior, com a nova diretoria buscando normalizar as tratativas. Segundo fontes familiarizadas com as conversas, a Indra permanece firme na liderança dos projetos, enquanto Santa Bárbara defende uma posição de fornecedor entre outros parceiros.
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