O Banco da Inglaterra manteve a taxa básica de juros em 3,75% ao ano, decisão tomada por sete votos a dois. A instituição justificou que a queda recente dos preços globais da energia e sinais de enfraquecimento da atividade econômica podem moderar as pressões inflacionárias nos próximos meses.
A comunicação oficial aponta que o choque energético permanece volátil e os efeitos na economia britânica ainda são incertos. O comitê sinalizou vigilância sobre desenvolvimentos no Oriente Médio e reiterou que a política monetária busca cumprir a meta de inflação de 2% no médio prazo.
A decisão foi amplamente esperada pelo mercado, dadas as leituras de atividade e inflação recentes. O BoE enfatizou que a política não determina preços de energia, mas ajusta-se para manter a inflação sob controle conforme o cenário evolui.
O que o BoE disse
O banco destacou que a energia continua volátil, com preços mais altos que antes do conflito e com impactos incertos sobre a economia do Reino Unido. A instituição afirmou ainda que monitorará os impactos do choque energético.
A instituição reforçou que a postura econômica necessária depende da escala e da duração do choque, bem como de como ele se propaga pela economia. O comitê enfatizou estar pronto para agir conforme necessário.
A inflação ao consumidor situou-se em 2,8% recentemente, com previsão de alta ainda neste ano. A visão é de que o desemprego e um afrouxamento gradual da atividade podem conter pressões inflacionárias, mantendo as taxas altas por mais tempo.
Impactos observados no cenário financeiro
Investidores em economias desenvolvidas tendem a buscar ativos de maior retorno quando juros são altos, o que favorece mercados mais seguros. No Brasil, o ambiente de juros elevados e desconfianças fiscais podem afastar capitais estrangeiros.
Enquanto isso, juros menores em economias desenvolvidas podem atrair fluxos para mercados emergentes. O Banco Central brasileiro já cortou a Selic para 14,25% ao ano, abrindo espaço para ajustes conforme evolução da conjuntura externa.
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