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BC enfrenta terreno de perda de credibilidade, diz Rocha

Copom reduz Selic a 14,25% mesmo distanciamento da meta, o que pode cristalizar expectativas inflacionárias e colocar em risco a credibilidade do BC

Rocha: decisão põe real sob pressão, e expectativas de inflação vão se distanciar ainda mais — Foto: Leo Pinheiro/Valor
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O Copom, o comitê do Banco Central, decidiu reduzir a taxa Selic para 14,25% e reconheceu que a inflação está distanciada da meta de 3%. A decisão foi classificada por Fernando Rocha, economista-chefe da JGP, como contraditória e mal explicada no comunicado divulgado hoje.

Rocha afirma que o corte, sem sinalizar condição de continuidade apenas com melhora do cenário, pode cristalizar expectativas de inflação mais altas. Segundo ele, a medida aumenta o risco de queda de credibilidade do Copom junto ao mercado.

Para o economista, a decisão pressiona a taxa real vigente e pode ampliar a divergência entre inflação esperada e meta. O Copom justificou o ajuste como parte de uma leitura dos fundamentos, porém a avaliação externa diverge do comunicado.

Reação de especialistas

A avaliação aponta que o banco central precisa clarear os critérios para novos cortes caso a inflação não evolua conforme o previsto. A comunicação sobre o futuro da política monetária é citada como crucial para evitar choques de confiança.

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