O Copom, o comitê do Banco Central, decidiu reduzir a taxa Selic para 14,25% e reconheceu que a inflação está distanciada da meta de 3%. A decisão foi classificada por Fernando Rocha, economista-chefe da JGP, como contraditória e mal explicada no comunicado divulgado hoje.
Rocha afirma que o corte, sem sinalizar condição de continuidade apenas com melhora do cenário, pode cristalizar expectativas de inflação mais altas. Segundo ele, a medida aumenta o risco de queda de credibilidade do Copom junto ao mercado.
Para o economista, a decisão pressiona a taxa real vigente e pode ampliar a divergência entre inflação esperada e meta. O Copom justificou o ajuste como parte de uma leitura dos fundamentos, porém a avaliação externa diverge do comunicado.
Reação de especialistas
A avaliação aponta que o banco central precisa clarear os critérios para novos cortes caso a inflação não evolua conforme o previsto. A comunicação sobre o futuro da política monetária é citada como crucial para evitar choques de confiança.
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