O PIB brasileiro deve crescer por volta de 2% em 2026, segundo Mansueto de Almeida Júnior, economista-chefe do BTG Pactual. A expansão média prevista é de 2,7% ao longo dos quatro anos do governo Lula.
Para o esperado em 2026, o cenário considera juros altos, que ainda pesam sobre a economia. Mesmo assim, as reformas estruturais da última década ajudam a sustentar o ritmo de crescimento, segundo o especialista.
Durante painel no evento GRI Fundos Imobiliários 2026, em São Paulo, Mansueto ressaltou que reformas previdenciárias, trabalhistas e marcos setoriais impulsionaram investimentos no país.
Entre os destaques, ele citou o marco do saneamento, que aumentou a segurança jurídica para investidores e estimulou a estruturação de fundos e debêntures voltados a projetos de infraestrutura.
Segundo o economista, o mercado de capitais tem potencial para ampliar o financiamento de infraestrutura e do mercado imobiliário, desde que a inflação caia e os juros recuem no curto prazo.
Mansueto mencionou que, com ajuste fiscal, o juro real poderia cair de 8% para 4%, o que incentivaria a migração de investidores da renda fixa para projetos de financiamento.
Sobre o mercado imobiliário, o economista elogiou a resiliência dos lançamentos e das vendas desde a pandemia, ainda que o Minha Casa Minha Vida tenha sido o principal motor com juros subsidiados pelo FGTS.
Ele lembrou que parte do crescimento também veio do segmento de alta renda, menos dependente de crédito para financiamentos, enquanto o mercado de classe média enfrentou restrições com elevações de taxas.
A visão de Mansueto aponta que, embora haja espaço para expansão do financiamento de infraestrutura, o ritmo dependerá da trajetória da inflação e da taxa de juros no Brasil.
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