Nesta quarta-feira, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que a expectativa do mercado de que a Selic pare de cair em agosto é compatível com a visão de que o ciclo de reduções deve encerrar neste mês. A autoridade mira a Selic próximo ao nível neutro, entre 2% e 4%.
A leitura de Campos Neto é de que o patamar atual deve ser suficiente para cumprir o objetivo de política monetária, com o ciclo de cortes encerrando em agosto. A autoridade também sinaliza que o ajuste deve acontecer até esse ponto, antes de estabilizar em patamar mais alto.
Para o mercado, a sinalização reforça a ideia de que o BC pretende manter a taxa em patamar elevado por mais tempo, após o fim das quedas. As mensagens vêm em meio a cenários de maior incerteza e revisões de perspectivas para a inflação e o crescimento.
Perspectivas da FGV
O economista da FGV, Matos, concorda com a quase primeira conclusão de que a Selic deve parar de cair em agosto. Ele projeta que a taxa chegue a 7,75% neste mês e permaneça nesse nível até o final do ano, segundo sua leitura dos mecanismos de transmissão.
Matos aponta que o enfraquecimento do cenário econômico obriga o Banco Central a ser mais cauteloso na condução da política monetária. Com isso, a taxa deve permanecer mais elevada por prazo mais longo, reduzindo o espaço para quedas adicionais.
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