Em meio ao avanço das pautas-bomba no Congresso, que elevam o impacto nas contas públicas, o ministro Gilmar Mendes enviou ao presidente do STF, Edson Fachin, uma proposta de súmula para impedir novas medidas que criem despesas sem fontes de custeio. A súmula resume a jurisprudência do tribunal para orientar decisões futuras.
A proposta afirma que é inconstitucional criar ou alterar despesa obrigatória, conceder benefício fiscal ou renunciar receita sem estimativa de impacto orçamentário e sem indicar medidas compensatórias, conforme prevê a Lei de Responsabilidade Fiscal. Vale para União, estados e municípios.
Fachin deve analisar a matéria ainda hoje, com despacho para colher manifestações de instituições envolvidas e da PGR, antes de levar a plenário para deliberação. A aprovação depende de voto do colegiado.
Contexto e objetivos
Gilmar sustenta que o STF já firmou numerosos precedentes sobre a exigência de estimativa de impacto financeiro, citando decisões sobre desoneração da folha de pagamento e ações envolvendo estados e municípios.
Na prática, a súmula pode servir de base para o veto ou judicialização de medidas aprovadas pelo Congresso que criem despesas sem compensação. O governo avalia o uso potencial dessa ferramenta, se a súmula for adotada pela Corte.
Repercussos e próximos passos
Nas negociações recentes, o ministro da Fazenda sinalizou preocupação com medidas aprovadas pelo Senado e pediu respaldo do STF para o tema. O governo estima impacto de 111 bilhões de reais por ano com as pautas-bomba. A decisão final depende do plenário do STF.
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