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Ibovespa cai no curto prazo com piora do cenário para juros

Ibovespa mantém tendência de queda no curto prazo; é preciso salto de quatro por cento para chegar à zona neutra, diante de juros mais altos e incerteza externa

Ibovespa segue em tendência de queda no curto prazo com piora do cenário para os juros — Foto: GettyImages
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O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira em queda de 0,1%, aos 168.278 pontos, o menor fechamento desde 20 de janeiro. O índice reforçou o viés de baixa iniciado no final de maio, com estrangeiros reduzindo posições diante de juros mais altos.

Nesta sessão, o giro financeiro ficou em R$ 19,7 bilhões, pouco acima da média dos últimos 12 meses (R$ 18,4 bilhões). Analistas apontam que o índice opera próximo de um suporte relevante em 168.100 pontos, na média móvel de 200 períodos.

Para sair da tendência de baixa, o Ibovespa precisaria superar 174.900 pontos, segundo o Itaú BBA. A resistência seguinte aponta para 179.500, com metas mais altas próximas de 188.700 e 199.300 pontos, caso haja renovação de posição.

Contexto externo e câmbio

O Federal Reserve confirmou maior rigor na política de juros, com o início da gestão de Kevin Warsh à frente da decisão de juros. Títulos do Tesouro americano passaram a influenciar as expectativas do mercado global.

O dólar à vista subiu 1,3%, para R$ 5,17, com ganhos semanais e mensais expressivos e alta anual limitada pelo fluxo externo. A percepção de juros mais altos nos EUA elevou a pressão sobre a taxa Selic brasileira.

Cenário de juros no Brasil

O Banco Central cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, mas não detalhou o rumo futuro da política. O mercado ficou dividido entre sinalizações de pausa e a possibilidade de cortes adicionais, ainda que contidos.

Antes do anúncio do Fed, o consenso era de Selic em 14,25% pelo menos até o fim do ano, o que ajudou a queda recente do Ibovespa. O cenário atual reforça a incerteza sobre o curto prazo da política monetária brasileira.

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