O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira (18), influenciado pela leitura mais dura do Federal Reserve sobre juros nos EUA e pela força do dólar frente ao real. O principal índice da B3 caiu 0,10%, para 168.277,55 pontos, variando entre 167.910,63 e 169.542,37 pontos. O volume financeiro foi de 26,10 bilhões de reais.
O tom mais restritivo do Fed ajudou a reduzir o apetite por mercados emergentes, segundo analistas. O banco central americano manteve os juros estáveis, mas deixou sinais de aperto na trajetória monetária e projeções para novas altas em 2026, diante de inflação mais persistente. No Brasil, o Copom manteve cautela diante da inflação.
A alta do dólar comercial chegou a 1,30%, fechando em 5,174 reais. O movimento acompanhou o avanço global do dólar, com o Índice DXY em 100,80 pontos, alta de 0,71%. Especialistas destacam que a manutenção dos juros pelo Fed reduz o espaço para cortes rápidos da Selic.
No câmbio, a percepção de risco no cenário externo influenciou o real. Mesmo com a valorização recente, analistas apontam eventual volatilidade, com cenário externo mais duro para mudanças de política econômica no Brasil. A leitura de que o dólar pode sofrer ajustes não é vista como garantia de continuidade de alta.
Nova York manteve o clima positivo, com os índices avançando: Dow Jones +0,14%, S&P 500 +1,09% e Nasdaq +1,91%. O impulso veio do setor de tecnologia, que segue como principal sustentação das bolsas americanas, segundo analistas. A relação entre tecnologia e políticas monetárias alterna o humor de mercado.
No petróleo, o Brent subiu 0,38% e fechou em 79,85 dólares, ainda abaixo de 80. O WTI caiu 0,25%, para 76,60 dólares. O mercado avaliou acordos geopolíticos que amenizam risco no Estreito de Ormuz, contribuindo para a leitura de menor prêmio de risco.
Entre as ações, WEGE3 teve alta de 4,34%, liderando o Ibovespa, seguido por SUZB3 e CSMG3. Do outro lado, BRKM5 caiu 9,56%, a maior queda do dia, acompanhada por CSNA3 e RADL3. O segmento de construção teve mistura de resultados, com variações distintas entre ativos.
A próxima sessão deve ter liquidez reduzida, com feriados na China e nos EUA e ausência de indicadores relevantes. Analistas afirmam que os principais eventos já estavam precificados e não esperam mudanças abruptas no curto prazo.
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