O Japão avança com uma ofensiva financeira para abrir suas fronteiras a trabalhadores estrangeiros, diante de uma crise demográfica que ameaça a produção. Governo local coordena ações com as 47 prefeituras para atrair imigrantes.
No atual ano fiscal, as prefeituras vão investir conjuntamente 5,5 bilhões de ienes (cerca de R$ 173 milhões) em programas de captação e acolhimento. A meta é conter o fechamento de negócios por falta de mão de obra.
Dinheiro para apoio a imigrantes
Tóquio lidera com US$ 5 milhões, seguido por Mie (US$ 3,1 milhões) e Ehime (US$ 1,6 milhão). Os recursos financiam cursos de língua, apoio à instalação e compra de eletrodomésticos.
Foco nas zonas rurais
O plano prioriza cidades do interior e áreas de médio porte, onde o êxodo jovem reduziu bases de trabalhadores. Feiras de contratação e seminários orientam empresários sobre vistos e integração.
Contexto setorial e demanda
Dados da NHK indicam que, no último ano fiscal, 441 empresas fecharam ou declararam falência por falta de funcionários. Setores-chave como saúde, indústria e agricultura são mais afetados.
Desdobramentos e objetivo estratégico
A iniciativa representa uma mudança histórica na postura japonesa, que antes mantinha maior isolamento migratório. Analistas veem o programa como teste para a sustentabilidade econômica futura.
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