O Nescafé informou que, em 2025, mais da metade do café global passou a vir de fazendas que adotam práticas de agricultura regenerativa (53%). O marco acompanha a expansão do Nescafé Plan.
A iniciativa integra ações de adaptação climática, melhoria de produtividade e mudanças nas condições de trabalho na cadeia do café. A parceria com a OIT amplia o foco social.
A Nestlé informou que, antes do Brasil, o programa foi implementado no Vietnã e na Indonésia, gerando resultados relevantes para produtores locais. No Vietnã, 83% das fazendas passaram a ter contratos formais.
Regeneração e impactos climáticos
Do ponto de vista climático, o plano promove agroflorestas, plantas de cobertura e manejo do solo. No último ano, houve redução de 18,3% nas emissões de gases de efeito estufa em relação a 2018.
A empresa destaca que cerca de 70% das emissões do grupo estão ligadas aos ingredientes usados em seus produtos, incluindo cacau, leite e café. A regeneração aparece como eixo estratégico.
O projeto também atua na geração de renda e na resiliência econômica de produtores, com diversificação de renda e fortalecimento de comunidades em áreas vulneráveis a variações climáticas.
Direitos humanos e trabalho justo
A parceria com a OIT foca em segurança ocupacional, formalização de contratos e proteção social. A meta é ampliar ações para temas como trabalho infantil e recrutamento justo.
O compromisso envolve treinamento em saúde e segurança, uso responsável de agroquímicos e proteção contra riscos climáticos. O objetivo é alinhar práticas de campo a políticas públicas.
No Brasil, o Nescafé Plan abrange mais de 3.800 fazendas, em estados como Espírito Santo, Minas e Bahia, com apoio técnico contínuo e adesão à agricultura regenerativa. O país figura como frente de expansão.
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