A TransJordano recebeu um financiamento de R$ 140 milhões do BNDES para criar um corredor verde de biometano em São Paulo, conectando interior e litoral. A iniciativa prevê pontos de abastecimento em Ribeirão Preto, Sumaré e Cubatão e a inclusão de 100 caminhões movidos a biometano na frota. O projeto é o primeiro financiamento do Fundo Clima para transporte rodoviário de cargas.
A operação envolve a própria TransJordano, a Scania e a Ultragaz. Do total financiado, R$ 105 milhões vão para a aquisição dos caminhões, e o restante para a implantação da infraestrutura de abastecimento. O objetivo é ampliar o uso de combustível limpo e reduzir emissões no transporte de cargas.
A ideia nasceu após visita técnica à Scania, que já trabalha com caminhões movidos a biometano desde 2019. A GaragemLog, braço que funciona como garagem compartilhada, vai instalar os pontos de abastecimento e viabilizar o corredor ao longo da rodovia Anhanguera.
Parcerias e inovação
Os primeiros caminhões devem chegar em agosto, com o primeiro ponto em Sumaré. A operação completa deve operar com 100% da frota abastecida até dezembro. A rota seguirá para Ribeirão Preto e, por fim, Cubatão, conectando interior e litoral com biometano.
A Scania destaca que a linha a gás acelerou: já são mais de 2 mil veículos vendidos no Brasil desde 2019, com 500 unidades em 2026. A empresa vê o projeto como oportunidade de ampliar a rede de postos de abastecimento público de biometano.
A Ultragaz já atua com contratos de fornecimento de 750 mil metros cúbicos diários e afirma que o biometano reduz custos com combustível e emissões. O combustível é obtido a partir de resíduos nacionais, como aterros sanitários e agroindústrias, mantendo o abastecimento rápido e sem mistura com diesel.
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