O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (22) indica piora nas projeções de inflação para o Brasil, antes da divulgação da ata do Copom. Economistas revisaram para cima as estimativas, apontando um cenário mais desafiador para a política monetária.
A projeção de inflação para 2026 subiu pela 15ª semana consecutiva, de 5,30% para 5,33%. As projeções para 2027 e 2028 também aumentaram, refletindo a persistência das pressões inflacionárias e a dificuldade de convergir as expectativas para a meta definida pelo Banco Central.
Expectativa de ajuste na Selic passa a prever apenas mais um corte de 0,25 ponto percentual neste ano, levando a taxa a 14% na reunião de agosto. Antes das tensões no Oriente Médio, a estimativa era de juros próximos a 12,5% no fim do ciclo.
Cenário macroeconômico e impactos
Apesar da inflação mais pressionada, o Focus revisou adiante a projeção para o PIB, indicando que a atividade econômica permanece resiliente. Esse choque de contas dificulta um alívio monetário mais intenso, já que um PIB mais forte tende a sustentar pressões sobre os preços.
O resultado serve de indicação para investidores e para o radar do Banco Central, que precisa equilibrar controle inflacionário com condições para a atividade econômica. As mudanças nas projeções devem ser observadas nas próximas semanas conforme dados oficiais emergem.
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