O boom da IA não tem causado impactos generalizados no emprego nem nos salários dos EUA até o momento, segundo estudo divulgado pelo Banco Central Europeu (BCE) nesta segunda-feira.
A pesquisa aponta que a IA pode substituir alguns postos, mas o efeito agregado sobre o emprego permanece moderado. Ainda assim, alguns trabalhadores, especialmente em níveis mais baixos hierarquicamente, mostram vulnerabilidade.
Segundo o BCE, a economia norte-americana já vem se ajustando ao avanço da IA há anos, com realocação de vagas em setores mais expostos e remodelação gradual do mercado de trabalho.
Principais números
Entre 2019 e 2025, empregos com alto risco de substituição pela IA cresceram 15 pontos percentuais a menos do que os de baixo risco. Em média, postos de alto risco caíram mais de 4%.
Em contrapartida, funções de baixo risco registraram aumento de 13% no mesmo período, como eletricistas e professores do ensino médio. A participação de empregos de baixo risco subiu de 23% para 25%.
A participação de empregos de alto risco caiu de 35% para 33% do total. O estudo não encontrou efeitos significativos sobre renda até 2025, mas admite a possibilidade de mudanças mais pronunciadas no longo prazo.
O BCE ressalta que o risco de substituição pela IA ainda não impactou o crescimento salarial no período analisado, mas aponta que ganhos podem se intensificar conforme o mercado de trabalho continúa a se adaptar e surgirem ferramentas mais generativas.
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