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Túneis de 1980 reduzem custos da obra bilionária da Copel no Rio Iguaçu

Túneis dos anos oitenta serão reaproveitados para ampliar usinas no Rio Iguaçu, reduzindo custos, impactos ambientais e elevando a geração em 33%, até 2030

Copel inicia ampliação das usinas hidrelétricas de Segredo e Foz do Areia. (Foto: Geraldo Bubniak/Governo do Paraná)
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A Copel iniciou a expansão das usinas hidrelétricas de Segredo e Foz do Areia, no Rio Iguaçu (PR). O investimento total é de cerca de R$ 5 bilhões, com aproveitamento de túneis escavados na década de 1980, em Reserva do Iguaçu. Esses túneis serão usados para desviar a água e instalar duas novas turbinas.

O reaproveitamento reduz custos e impactos ambientais, segundo a estatal. Não haverá desapropriações nem alagamento de novas áreas, e a intervenção envisita diminuir a vegetação necessária para a obra. A intervenção também envolve a interrupção temporária de trechos da rodovia PR-459, sobre a barragem.

Detalhes do projeto

A ampliação aumenta a capacidade prevista em 33%. As duas obras são as maiores da Copel desde os anos 1990 e devem movimentar quase 2 mil trabalhadores. A geração total deve chegar a 5 GW, suficiente para atender cerca de 14 milhões de pessoas.

A construção utiliza volume de concreto equivalente ao de dois estádios do Maracanã e aço semelhante ao de uma Torre Eiffel. As ações integram o maior ciclo de expansão da Copel em geração de energia nas últimas décadas.

A viabilização ocorreu após a Copel vencer o Leilão de Reserva de Capacidade na Forma de Potência (Lrcap) do governo federal. O objetivo é reforçar a segurança do sistema elétrico e ampliar a oferta em períodos de alta demanda, com conclusão prevista até 2030.

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