O Banco do Brasil deve revisar a meta de atingir uma carteira de sociobioeconomia de 5 bilhões de reais até 2030, após fechar o primeiro trimestre com 3,1 bilhões. A informação foi dada por José Alves, responsável por ESG do banco. O segmento financia atividades baseadas no uso sustentável dos recursos naturais.
Alves afirmou ainda que o BB pretende apoiar 1 milhão de pessoas envolvidas na cadeia produtiva da sociobioeconomia, mas hoje o impacto chega a 160 mil. O banco avalia a possibilidade de rever metas ambiciosas conforme desempenho e cenário macro.
BB promove ações em Londres
Ao longo da semana, o BB participa de eventos na London Climate Week para apresentar iniciativas de sustentabilidade. Um roadshow do quinto leilão Eco Invest Brasil busca atrair investimentos privados e capital estrangeiro para projetos verdes.
O governo funciona como acionista do certame, com aporte de 1,5 bilhão de reais em cada fundo. Instituições vencedoras podem oferecer recursos adicionais em até o dobro do aporte inicial, ampliando o financiamento aos projetos.
Parcerias e créditos de carbono
Nesta terça-feira, o BB anunciou apoio ao Projeto Antares, da Carbonext, para ampliar a geração de créditos de carbono na Amazônia. A meta é chegar a até 5 milhões de hectares sob gestão até 2030 e produção anual de 7,5 milhões de créditos.
Espera-se que, com o projeto, a receita líquida possa chegar a aproximadamente 50 milhões de dólares por ano. Os créditos de carbono são certificados pela redução ou remoção de CO2, conforme o marco legal brasileiro.
O BB destaca que o avanço em sustentabilidade ocorreu nos últimos anos, mas a continuidade depende de políticas públicas e estabilidade institucional. José Alves afirma que a agenda não depende de mudanças de governo. A prioridade é a estratégia de longo prazo.
*O repórter viajou a convite da CNSeg.*
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