Os mercados digerem sinais de menor tensão no Oriente Médio enquanto persistem dúvidas sobre as valorizações das techs, após forte queda global em ações ligadas à IA. O pregão acompanha a recuperação de alguns ativos, porém as perdas permanecem generalizadas.
Ações da Coreia do Sul registraram alta de 2,2%, tentando recuperar parte do tombo de quase 10% da sessão anterior. Japão e China mostraram movimentos distintos: Nikkei recuou 1,6%, Shanghái caiu 0,2% e Hang Seng ficou estável. Futuros americanos operam com leve alta; o EuroStoxx 50, com baixa na abertura.
O petróleo estende queda pela terceira sessão, com o Brent em 77 dólares o barril, influenciado pela flexibilização de riscos no Golfo e pela melhoria nas relações entre EUA e Irã. Investidores esperam reabertura gradual do estreito de Ormuz e menor interrupção no suprimento energético.
Comércio e fluxos no Golfo
Diversos superpetroleiros que estavam parados conseguiram deixar o Golfo com cargas de crude. Navios de gás natural liquefeito ligados a Qatar retomaram rotas, sugerindo normalização dos fluxos regionais. Analistas ressaltam que ainda há minas, infraestrutura danificada e riscos de segurança que limitam operações, mas os fluxos seguem se recuperando.
Diplomacia e política energética
Avanços diplomáticos entre Washington e Teerã foram recebidos com cautela: há uma hoja de rota de 60 dias para um acordo global, enquanto os EUA concedem uma isenção temporária de sanções que permite exportações iranianas de petróleo até agosto. O mercado observa como esse processo pode afetar o suprimento regional.
Cenário cambial
A força do dólar diante da possibilidade de uma política mais restritiva da Fed pressiona o iene, que ficava próximo de mínimos de 40 anos em 161,57 por dólar. Os operadores monitoram eventuais intervenções para sustentar a moeda japonesa diante de volatilidade global.
Entre na conversa da comunidade