Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Entenda como a logística de combustíveis sustenta o negócio no Brasil

Engrenagem logística de combustíveis sustenta varejo e arrecadação; falhas podem desabastecer cidades e afetar a economia nacional

Combustíveis: entenda a engrenagem logística que sustenta o negócio no País
0:00
Carregando...
0:00

A engrenagem logística dos combustíveis vai além da volatilidade de preços na bomba. O setor movimentou cerca de R$ 881 bilhões, equivalentes a 7,3% do PIB do comércio brasileiro, segundo estudo da LCA Consultoria com dados da ANP e do MME. A operação envolve capital intensivo e forte escrutínio regulatório.

A distribuição funciona como conector entre o parque de refino nacional – com 16 unidades em operação – e um consumo em todo o país. Com a escala das distribuidoras, o varejo reduz riscos, custos e necessidade de capital de giro, evitando estoques maiores nos postos.

Gustavo Madi, economista da LCA, afirma que um sistema robusto evita desabastecimento e interrupções econômicas. O Brasil importa cerca de 30% do diesel, o que aumenta a exposição a oscilações internacionais e cambiais, principalmente com tensões no Oriente Médio.

Estrutura operacional e custos

Para sustentar a entrega anual de 137 bilhões de litros, o setor baseia-se em logística integrada, armazenagem e conformidade técnica. Cerca de 65% do escoamento nacional ocorre por rodovias, com 1,2 bilhão de quilômetros rodados em 2025.

A rede de 360 bases de armazenagem possui capacidade de 4,9 bilhões de litros. A conformidade técnica envolve aditivação, controle laboratorial e mistura de biocombustíveis, mantendo padrões exigidos pela regulação.

O setor representa apenas 13% do preço final na bomba aos revendedores. O custo de produção e importação fica em torno de 61%, impostos diretos somam 16% e a compra de biocombustíveis encontra-se em 10%.

Impactos macro e visão regulatória

Em períodos de inflação alta, o elo intermediário é alvo de questionamentos, o que pode levar a diagnósticos imprecisos que culpam apenas postos e distribuidoras. Zylbersztajn, do Sindicom, aponta que preços domésticos acompanham oscilações internacionais por causa da importação de diesel.

A arrecadação de tributos no setor alcançou cerca de R$ 232 bilhões, com crescimento nominal de 10,8%, impulsionado pela monofásica. Estados respondem por aproximadamente 24% da arrecadação de ICMS do país, além de empregar 447 mil pessoas.

Caso haja interrupção no abastecimento, o frete, a produção agroindustrial e os serviços essenciais sofrem impacto significativo, segundo estudos citados pela LCA. O diesel segue como combustível central ao transporte rodoviário.

Garantia de continuidade e neutralidade de mercado

Para o Sindicom, a proteção da cadeia logística não deve depender de soluções artificiais. O setor defende um funcionamento previsível, baseado em critérios técnicos e regras de mercado, sem intervenções diretas nos preços.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais