A Braskem pediu tutela cautelar protetiva contra credores, após dificuldades nas negociações para uma reestruturação extrajudicial. A medida visa preservar um ambiente estável para a continuidade das tratativas apenas com credores financeiros, segundo comunicado regulatório publicado na quinta-feira (25).
A empresa busca uma solução consensual para a estrutura de capital, alinhada à liquidez disponível e às condições do setor petroquímico global. O conselho aprovou, se necessário, a adoção de medidas de proteção semelhantes fora do Brasil, conforme o mesmo documento.
Contexto da operação
A Braskem enfrenta queda de caixa após um desastre ambiental numa de suas minas de sal e anos de preços baixos no setor. A companhia, que passou a ser gerida pela nova administração após a aquisição de participação controladora pela IG4 Capital na Novonor, buscou apoio dos credores para iniciar a recuperação extrajudicial antes dos pagamentos de julho.
Desfecho de negociações
Até o momento, não houve garantia de apoio suficiente de credores para alcançar o quorum exigido pela recuperação extrajudicial. A decisão de buscar proteção ocorreu em um momento de incerteza para empresas brasileiras diante de juros elevados e pressão econômica.
Notas finais
A Braskem, antes considerada a principal joia do grupo Novonor, permanece em processo de redefinição de sua estrutura de capital. As informações são com base em fontes familiarizadas com o assunto e em comunicado regulatório da empresa.
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