Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve, morreu aos 100 anos em 22 de junho de 2026, nos Estados Unidos. O médico confirmou o falecimento, marcando o fim de uma trajetória que moldou a política monetária global por quase duas décadas.
Ao longo de 1987 a 2006, Greenspan comandou o Fed sob quatro administrações americanas, de Reagan a George W. Bush. Ele se tornou uma referência mundial, conhecido como Maestro e Oráculo por sua capacidade de antecipar movimentos do mercado.
No auge dos anos 90, o então chair se destacou ao resistir à pressão de subir juros enquanto o desemprego caía. Disparou sinal de que ganhos de produtividade poderiam sustentar o crescimento sem inflação, desafiando a linha tradicional.
Após deixar o Fed, Greenspan enfrentou críticas pela crise de 2008, associada à desregulamentação do sistema financeiro. Muitos o responsabilizam pela extensão de juros baixos e pelo papel da alavancagem no boom imobiliário.
Legado e controvérsias
A percepção pública sobre sua gestão oscila entre reconhecimento de visão econômica e críticas por riscos regulatórios. Mesmo assim, o ex-presidente manteve atuação pública, assinando, em janeiro, uma defesa da independência do banco central.
A leitura de dados e a disposição de agir contra o consenso marcaram sua carreira. O impacto de Greenspan persiste nas formas de conduzir políticas monetárias em economias abertas, ainda hoje objetos de estudo.
Luiz Fernando Figueiredo, sócio e conselheiro da Jubarte Capital, assina o texto. Figueiredo já ocupou postos como diretor do Banco Central do Brasil entre 1999 e 2003.
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