A festa de São João em Caruaru, no Agreste pernambucano, promete movimentar a economia local com investimentos de cerca de R$ 800 milhões. Serão 70 dias de programação, de 10 de abril a 27 de junho, reunindo aproximadamente 4 milhões de visitantes. O polo principal ocorre na Feira de Caruaru, que abriga
mais de 400 empreendedores.
Segundo a prefeitura, o impacto é maior este ano, com crescimento estimado de 8,5% frente a 2025. A feira gera direta e indiretamente mais de 20 mil empregos ao longo do período, entre atividades de comércio e turismo. O fluxo de turistas favorece a comercialização de artesanato, cachaças artesanais e itens regionais.
A Feira de Caruaru, patrimônio cultural imaterial, concentra barracas de artesanato, chapéus de palha e balões, atraindo atividades de abril a junho. Além do centro de compras, há uma presença expressiva de vendedores que atendem prefeituras vizinhas e transportadoras com distribuição dos balões.
Empreendedores jovens também integram o polo de artesanato. Maria Juliana, 34 anos, ampliou negócios para o centro da festa, vendendo couro, palha e tecido cru. Ela destaca que itens típicos, como chapéus, duplicam nas vendas durante o São João.
A cultura do barro ganha força no Alto do Moura, a 7 km do centro. O bairro é referência na produção de cerâmicas, com artesãos reconhecidos regionalmente. Terezinha Gonzaga, conhecida como Patrimônio Vivo, lidera a produção familiar de peças em barro.
Durante o período junino, o trabalho em porcelanato, vasos e esculturas aumenta a demanda. Peças pequenas, como berços e souvenires, são produzidas rapidamente, com itens maiores vendidos a preços que variam conforme o tamanho. O Alto do Moura mantém a vocação artesanal como motor local.
O São João de Caruaru mantém 27 polos distribuídos pela cidade, consolidando-se como maior e melhor festa junina do mundo. A valorização da cultura popular, combinada à organização da Fundação de Cultura de Caruaru, sustenta a expansão do turismo e do comércio regional.
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