O Itaú Unibanco lançou o Factópoles, um site criado para assegurar o direito de resposta da instituição às matérias publicadas pelo portal Metrópoles. A justificativa é melhorar a convivência entre a instituição e o jornalismo, conforme a nota do banco publicada na última quarta-feira.
Segundo o Itaú, em um intervalo de 70 dias foram veiculadas 42 matérias e cerca de 50 posts em redes sociais com informações consideradas deturpadas pela instituição e sem espaço adequado para a contestação. O material concentra-se em reportagens produzidas pelo Metrópoles.
O banco afirma que enviou uma notificação extrajudicial ao veículo solicitando a correção de informações falsas ou inexatas. Entre os temas recorrentes estão cobranças associadas a seguros vinculados a cartões e ao uso de canais de correspondentes bancários, bem como questionamentos sobre fechamento de agências e litígios.
Entre os conteúdos citados pelo Itaú no Factópoles, há matérias sobre um acordo com o Ministério Público de Minas Gerais e com o IDEC, referente a cobranças de seguros não solicitados. Segundo o Metrópoles, o TAC envolve ressarcimento a clientes; o Itaú sustenta que o montante autorizado é bem menor.
O Itaú ressalta que o Judiciário não apontou práticas intencionais de cobranças irregulares. A instituição afirma que o acordo se refere a situações pontuais envolvendo um grupo específico de clientes com contratos de seguros já identificados no passado.
O que é o Factópoles
O banco explica que o Factópoles não substitui mecanismos de verificação de notícias. Em paralelo, o Itaú mantém o ÉFake para identificar conteúdos potencialmente falsos.
A nova plataforma tem apenas o objetivo de expor os posicionamentos do banco sobre as reportagens do Metrópoles, com dados sobre o relacionamento entre o banco e os jornalistas do portal. O Itaú apresenta as datas de publicação e se houve ou não tentativa de ouvir a instituição.
O Itaú afirma que manteve ao longo dos anos uma relação de cooperação com um veículo específico, o Metrópoles, mas que essa dinâmica se alterou no meio de 2026. A instituição sustenta que a cobertura reiterada distorce dados e impede o contraditório nos canais usados para veicular as acusações.
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