O recuo da produção industrial em maio, de 0,2%, veio principalmente da queda nas indústrias extrativas, em -2,6%. Já a indústria de transformação registrou avanço de 0,1%, segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A entidade aponta que esse desempenho será o principal ponto de atenção nos próximos meses.
A Fiesp ressalta que o avanço de maio foi modesto e não configura recuperação consistente para 2026. O setor de transformação é mais sensível ao custo do crédito e à demanda doméstica, enquanto a extrativa deve registrar forte expansão ao longo do ano.
Cenário externo e doméstico
No plano internacional, a Fiesp observa que o cessar-fogo na guerra no Oriente Médio reduziu tensões na região, porém a duração da trégua ainda é incerta. Sanções e novas tarifas dos EUA podem elevar os riscos para o setor, impactando as exportações da indústria de transformação.
No âmbito nacional, a entidade destaca juros elevados, custos pressionados, alto endividamento e inadimplência das famílias como limitadores de consumo e investimento. Em contrapartida, estímulos governamentais e investimentos públicos ajudam a sustentar a atividade.
Projeções para 2026
A Fiesp mantém a projeção de crescimento de 1,4% para a produção industrial em 2026, após alta de 0,6% em 2025. A indústria extrativa deve liderar o avanço, com estimativa de 6,9% este ano, frente a 4,9% em 2025. A indústria de transformação fica estável, em 0,0%.
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