Nos últimos três anos, o Paraguai mantém crescimento médio de 5% ao ano, um dos mais fortes da região. Dados apontam redução da pobreza e queda no desemprego, em um cenário de valorização da economia. A pauta envolve energia, agricultura, investimentos e infraestrutura.
A economia paraguaia vive um período de expansão sustentada e qualidade de crédito, com projeções do FMI para 2026 em torno de 3,7%. O resultado vem acompanhado por criação de empregos e melhora gradual do poder de compra, ainda que a desigualdade persista.
Especialistas destacam que o boom é impulsionado por três pilares: energia barata, agroexportação diversificada e investimento estrangeiro direto. A posição geográfica central também favorece integração regional e comércio.
Energia barata
O Paraguai lidera a exportação de eletricidade limpa per capita, impulsionada pela usina de Itaipu. Investidores internacionais veem oportunidades em IA, centros de dados e indústria apoiada pela energia renovável. O país também atua no desenvolvimento de biocombustíveis.
Agricultura e exportações
A agropecuária responde por boa parte da atividade econômica. Soja, carne bovina e suinícola aparecem entre os principais itens de exportação, com recuperação após a seca de 2022. Diversificação de mercados vem sendo priorizada para reduzir dependência de um único destino.
Investimento estrangeiro direto
O IED atingiu US$ 931 milhões em 2024, avanço de 15% frente a 2023. Projetos privados, como a fábrica de celulose near Concepción, geram empregos e conectam infraestrutura a modais logísticos. A estabilidade econômica sustenta a confiança de investidores.
Baixos impostos
A carga tributária do Paraguai é uma das menores da região, com alíquotas fixas de 10% sobre renda, IVA e impostos corporativos. A disciplina macroeconômica favorece incentivos, atrair capitais e ampliar exportações, ainda que reforce debates sobre financiamento de serviços públicos.
Infraestrutura no coração da América do Sul
A hydrovia Paraguai-Paraná e o Corredor Bioceânico fortalecem a logística regional. Trechos finais do corredor devem reduzir em até 14 dias o tempo de trânsito para a Ásia e diminuir custos em cerca de 25%. Melhorias na navegação da hidrovia ampliam a capacidade de exportação de grãos e carne.
Ao mesmo tempo, especialistas alertam que o crescimento precisa ser acompanhado de melhoria de empregos formais, redução da informalidade e fortalecimento de instituições. O desafio é manter a trajetória de ganhos e ampliar o bem-estar de toda a população.
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