O restaurante Post Modern Times, em Minneapolis, ganhou notoriedade ao oferecer comida de graça como experiência de gestão. A entrevista com Dylan Alverson revela como esse modelo tem atraído clientes pagantes e apoio da comunidade, mesmo diante de dificuldades.
A casa, localizada no bairro Powderhorn Park, emprega 22 pessoas. Em 2025, o estabelecimento faturou US$ 1,3 milhão, mas encerrou o ano com prejuízo de US$ 18,5 mil, mesmo com medidas de contenção de custos.
Para reduzir despesas, o proprietário acumula funções na operação, atuando como chef, gerente e faz-tudo, recebendo apenas US$ 23 mil por ano. A equipe também atua com foco comunitário, mantendo a proposta de não cobrar pela comida.
Alverson comenta que a crise no setor de alimentação fora do lar vai além da inflação. Segundo ele, investidores concentram poder e sobem preços, dificultando o acesso da comunidade aos alimentos. O objetivo é redesenhar o modelo econômico do restaurante.
Ele defende um conceito de socialismo de mercado, buscando equilíbrio entre preços baixos, salários justos e remuneração adequada aos proprietários, sem abandonar o mercado. O objetivo é manter empregos estáveis e comida acessível, dentro de um formato autorreflexivo.
Por ora, o Post Modern Times é descrito pelo próprio proprietário como um experimento radical. O desafio é transformar o entusiasmo inicial em uma base permanente de doadores e sustentação financeira a longo prazo.
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