A região do Vale do Ribeira passou a ser referência no cultivo planejado do palmito pupunha, deixando para trás o extrativismo ilegal da palmeira juçara. O IG do INPI confere ao produto indicação de procedência, fortalecendo a posição da região no mercado nacional e abrindo portas nos mercados internacionais.
O selo foi conquistado com a atuação conjunta de pequenos agricultores, a associação Apuvale, o Sebrae-SP e o IFSP. A certificação reforça rastreabilidade e diferenciação no mercado de alimentos, segundo a associação. O objetivo é ampliar a participação externa mantendo a produção sustentável.
A pupunha se tornou a segunda maior força econômica local, impulsionada por mais de 40 milhões de palmeiras cultivadas na região. A área de cultivo ocupa aproximadamente 10 mil hectares e gera cerca de 10 mil empregos diretos, entre famílias da região.
Certificação e impacto
O reconhecimento do INPI atende à demanda global por rastreabilidade. Apuvale afirma que o selo permite descomoditização dos produtos e confere ao palmito um status de alta qualidade, amparado pela certificação.
A adaptação geográfica contribuiu para uma produção mais estável, com manejo tecnificado capaz de gerar dois a três cortes por touceira por ano. Essa dinâmica sustenta a cadeia produtiva, com retorno financeiro para os produtores.
Perspectivas de mercado e diversidade
O Vale do Ribeira já exporta com foco nos EUA e Europa, ampliando formatos além do palmito tradicional. Entre as opções processadas estão espaguete, arroz e lasanha de palmito, voltadas a consumidores de menor calorias.
A certificação também protege a marca Vale do Ribeira contra falsificações, facilitando exportação direta das agroindústrias locais. A concertação entre produtores alavanca a visibilidade do palmito regional no cenário global.
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