A produção brasileira de petróleo alcançou em junho um novo recorde de 4,475 milhões de barris por dia (bpd). O volume representa avanço de 4,0% sobre maio e de 19,1% na comparação com junho do ano passado, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (3) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O pré-sal […]
A produção brasileira de petróleo alcançou em junho um novo recorde de 4,475 milhões de barris por dia (bpd). O volume representa avanço de 4,0% sobre maio e de 19,1% na comparação com junho do ano passado, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (3) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O pré-sal voltou a ser o principal responsável pelo resultado, com 3,699 milhões de bpd extraídos na camada, conforme novas plataformas entraram em operação, sobretudo da Petrobras e de suas sócias.
O último recorde havia sido registrado em abril, quando a produção nacional havia somado 4,340 milhões de bpd.
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O gás natural também teve produção recorde em junho, com 217,3 milhões de metros cúbicos extraídos por dia. Desse total, no entanto, apenas 64,4 milhões de m³/d chegaram ao mercado consumidor, volume 4,2% maior que o de junho de 2025. A maior parte do gás produzido foi reinjetada nos reservatórios, prática usada para auxiliar na recuperação do petróleo.
Somando petróleo e gás natural, a produção total do país chegou a 5,84 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d). O resultado representa crescimento de 4,38% sobre o mês anterior e de 19,2% na comparação anual.
Búzios se consolidou como o campo líder da produção nacional, com cerca de 1,29 milhão de boe/d em junho, expansão de 36% ante o mesmo mês de 2025. Tupi, segundo maior produtor do país, teve alta de 4,7% e chegou a 1,10 milhão de boe/d. Já Mero teve uma das maiores expansões entre os grandes ativos do pré-sal, com salto de 45,3%, e também ultrapassou a marca de 1 milhão de boe/d.
Juntos, esses três campos somaram aproximadamente 3,47 milhões de boe/d, o equivalente a quase 60% de toda a produção brasileira de petróleo e gás natural no mês.
Petrobras e Shell
A Petrobras produziu 3,44 milhões de boe/d em junho, alta de 14,5% na comparação com o mesmo mês de 2025. O avanço foi puxado principalmente pela expansão dos campos do pré-sal, com destaque para Búzios e Mero.
A Shell seguiu como a segunda maior produtora entre as empresas consorciadas no país, com 561,6 mil boe/d atribuídos à companhia em junho, crescimento de 7,4%. A petroleira tem participação relevante nos principais ativos do pré-sal da Bacia de Santos, entre eles Mero e Tupi, que seguiram entre os maiores responsáveis pelo crescimento da produção nacional.
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