O Ibovespa fechou em forte queda nesta terça-feira (11), pressionado por preocupações com a atividade econômica brasileira, a trajetória dos juros e as incertezas no cenário eleitoral e geopolítico. O principal índice da Bolsa brasileira recuou 2,5%, aos 167.874,64 pontos, no menor nível de fechamento desde 20 de janeiro.
Durante o pregão, o Ibovespa chegou a 167.568,94 pontos na mínima e alcançou 172.385,51 pontos na máxima. A queda ocorreu no mesmo dia em que o Banco Central alertou para os possíveis efeitos indiretos de choques relacionados aos preços do petróleo e a eventos climáticos. Segundo o BC, a propagação desses impactos poderia exigir uma “reação firme” da política monetária.
Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic de 14,25% para 14% ao ano, mas indicou preocupação com pressões inflacionárias relacionadas à demanda e às medidas de estímulo do governo.
O Ibovespa fechou em forte queda nesta terça-feira (11), pressionado por preocupações com a atividade econômica brasileira, a trajetória dos juros e as incertezas no cenário eleitoral e geopolítico. O principal índice da Bolsa brasileira recuou 2,5%, aos 167.874,64 pontos, no menor nível de fechamento desde 20 de janeiro. O dólar fechou em alta de 0,98%, cotado a R$ 5,1606.
Durante o pregão, o Ibovespa chegou a 167.568,94 pontos na mínima e alcançou 172.385,51 pontos na máxima. A queda ocorreu no mesmo dia em que o Banco Central alertou para os possíveis efeitos indiretos de choques relacionados aos preços do petróleo e a eventos climáticos. Segundo o BC, a propagação desses impactos poderia exigir uma “reação firme” da política monetária.
Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic de 14,25% para 14% ao ano, mas indicou preocupação com pressões inflacionárias relacionadas à demanda e às medidas de estímulo do governo.
O mercado também repercutiu a divulgação do IPCA de julho, que registrou alta de 0,07%, após avanço de 0,16% em junho. Apesar da desaceleração, o resultado ficou acima da expectativa dos analistas, de 0,03%.
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Eleições aumentam cautela do mercado
Outro fator de pressão foi o cenário eleitoral. Estrategistas do JPMorgan reduziram a recomendação para ações brasileiras em sua carteira de investimentos na América Latina de “acima da média” para “neutra”. O banco avaliou que o ciclo de redução dos juros pode estar próximo do fim, com possibilidade de apenas mais um corte em setembro seguido por um período prolongado de estabilidade.
A instituição também apontou sinais de desaceleração da economia e deterioração do crédito, fatores que podem afetar os resultados das empresas brasileiras. As eleições de outubro foram citadas pelo banco como uma fonte adicional de volatilidade para os ativos domésticos.
Uma pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira mostrou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 48% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 39,1%.
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Petróleo e cenário internacional
No cenário externo, a alta do petróleo também contribuiu para aumentar a cautela dos investidores. O contrato do Brent avançou 1,36%, para US$ 88,91 por barril.
A valorização ocorreu em meio às incertezas sobre um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã e aos riscos para as rotas de abastecimento de petróleo no Oriente Médio.
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