A cotação do dólar avançou com força nesta sexta-feira (14), na contramão dos mercados internacionais, e atingiu a sequência mais longa de altas diárias em 2026 em meio à aversão a risco no Brasil. A moeda norte-americana fechou a semana com ganho acumulado de 2,7% em relação ao real. A alta foi de 0,61%, encerrando o […]
A cotação do dólar avançou com força nesta sexta-feira (14), na contramão dos mercados internacionais, e atingiu a sequência mais longa de altas diárias em 2026 em meio à aversão a risco no Brasil. A moeda norte-americana fechou a semana com ganho acumulado de 2,7% em relação ao real.
A alta foi de 0,61%, encerrando o dia cotada a R$ 5,2213 na venda, o maior valor desde 30 de março. Foi a quinta alta seguida, sequência mais longa desde dezembro do ano passado, quando o dólar acumulou sete pregões consecutivos em alta. No ano, porém, segue com queda de 4,88%.
Às 17h03, o contrato futuro de dólar com vencimento mais próximo (DOLc1) avançava 0,78% na B3, cotado a R$ 5,242.
A perda de valor do real, que nesta sessão acompanhou a queda do Ibovespa e a alta generalizada dos juros futuros, ocorre em meio a uma saída de capital do mercado brasileiro. Grandes fundos vêm reduzindo a exposição ao país no período que antecede as eleições.
Depois de um saldo positivo em julho, dados da B3 apontam saída líquida de R$ 13,56 bilhões em capital estrangeiro da bolsa em agosto, até o dia 12.
No exterior, o dólar recuava após dados dos Estados Unidos mostrarem queda inesperada nas vendas do varejo em julho, o que reforçou apostas do mercado de que o Federal Reserve não deve elevar os juros em setembro. O indicador veio na sequência de dados benignos de inflação americana divulgados ao longo da semana, que já haviam favorecido essa leitura.
Às 17h15, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda dos Estados Unidos ante uma cesta de seis divisas, caía 0,27%, a 99,652.
Ainda assim, o aumento das tensões no Oriente Médio pesava sobre o humor dos investidores e impulsionava os futuros do petróleo Brent.
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Os Estados Unidos afirmaram que podem manter por tempo indeterminado o bloqueio naval contra o Irã e ampliar a pressão econômica sobre o país, enquanto as negociações para um cessar-fogo seguem travadas. O cenário se soma a ataques a mais dois navios no Estreito de Ormuz, que deixaram o tráfego na região praticamente paralisado.
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