O presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, alertou que os problemas do setor automotivo devem se intensificar nos próximos anos e defendeu cortes profundos de custos para manter a montadora competitiva.
O presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, alertou que os problemas do setor automotivo devem se intensificar nos próximos anos e defendeu cortes profundos de custos para manter a montadora competitiva.
As declarações constam em um memorando interno da empresa. A Volkswagen atravessa aquela que é considerada a maior reestruturação, com possibilidade de novos cortes de empregos e separação de divisões.
A montadora enfrenta pressão da concorrência chinesa, que avança sobre a Europa, da queda dos lucros na China e das tarifas de importação nos Estados Unidos. O grupo também lida com excesso de capacidade produtiva e custos elevados no mercado europeu.
“A situação é mais do que crítica”, afirmou Blume no memorando.
Segundo o executivo, as margens atuais, abaixo de 4%, são sólidas diante do cenário do setor. Porém, elas ainda são insuficientes para financiar novas tecnologias, produtos e fábricas.
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Reestruturação da Volkswagen
O conselho de supervisão da Volkswagen deve se reunir em 4 de setembro para avançar nas discussões sobre o plano de reestruturação.
Embora o grupo ainda não tenha informado oficialmente o número de cortes adicionais de vagas, fontes disseram à Reuters que o total pode chegar a 50 mil pessoas, o que dobraria o volume de demissões em massa já planejado pela companhia.
“O número frequentemente citado de cerca de 50 mil empregos em todo o mundo não é uma meta fixa”, disse Blume.
Segundo ele, o cálculo deriva da meta de redução de custos da Volkswagen em relação à concorrência e serve como indicador da escala de ação necessária.
Fábricas sob pressão
Em julho, a Volkswagen apresentou planos para reduzir de forma significativa sua linha de modelos e cortar ainda mais a capacidade produtiva. No início deste mês, as famílias controladoras da companhia aumentaram a pressão por medidas drásticas de reestruturação.
Blume afirmou que quatro fábricas da Volkswagen na Alemanha — Emden, Hannover, Zwickau e Neckarsulm — não devem atingir níveis competitivos de utilização da capacidade produtiva na década de 2030.
O executivo ressaltou, porém, que ainda não há decisão sobre o fechamento de unidades específicas.
Segundo Blume, houve avanços em algumas áreas, mas eles ainda são insuficientes diante da pressão competitiva, especialmente dos novos concorrentes chineses e de suas fábricas na Europa.
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