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Volkswagen precisa de cortes para se manter competitiva, diz o CEO

Oliver Blume alertou que custos precisam cair para montadora enfrentar concorrência chinesa, tarifas dos EUA e queda de lucros

Um executivo no palco com dois carros.
O CEO da Volkswagen, Oliver Blume (Crédito: Reprodução/Volkswagen)

O presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, alertou que os problemas do setor automotivo devem se intensificar nos próximos anos e defendeu cortes profundos de custos para manter a montadora competitiva.

O presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, alertou que os problemas do setor automotivo devem se intensificar nos próximos anos e defendeu cortes profundos de custos para manter a montadora competitiva.

As declarações constam em um memorando interno da empresa. A Volkswagen atravessa aquela que é considerada a maior reestruturação, com possibilidade de novos cortes de empregos e separação de divisões.

A montadora enfrenta pressão da concorrência chinesa, que avança sobre a Europa, da queda dos lucros na China e das tarifas de importação nos Estados Unidos. O grupo também lida com excesso de capacidade produtiva e custos elevados no mercado europeu.

“A situação é mais do que crítica”, afirmou Blume no memorando.

Segundo o executivo, as margens atuais, abaixo de 4%, são sólidas diante do cenário do setor. Porém, elas ainda são insuficientes para financiar novas tecnologias, produtos e fábricas.

+Volkswagen corta modelos e expõe crise diante do avanço chinês

Reestruturação da Volkswagen

O conselho de supervisão da Volkswagen deve se reunir em 4 de setembro para avançar nas discussões sobre o plano de reestruturação.

Embora o grupo ainda não tenha informado oficialmente o número de cortes adicionais de vagas, fontes disseram à Reuters que o total pode chegar a 50 mil pessoas, o que dobraria o volume de demissões em massa já planejado pela companhia.

“O número frequentemente citado de cerca de 50 mil empregos em todo o mundo não é uma meta fixa”, disse Blume.

Segundo ele, o cálculo deriva da meta de redução de custos da Volkswagen em relação à concorrência e serve como indicador da escala de ação necessária.

Fábricas sob pressão

Em julho, a Volkswagen apresentou planos para reduzir de forma significativa sua linha de modelos e cortar ainda mais a capacidade produtiva. No início deste mês, as famílias controladoras da companhia aumentaram a pressão por medidas drásticas de reestruturação.

Blume afirmou que quatro fábricas da Volkswagen na Alemanha — Emden, Hannover, Zwickau e Neckarsulm — não devem atingir níveis competitivos de utilização da capacidade produtiva na década de 2030.

O executivo ressaltou, porém, que ainda não há decisão sobre o fechamento de unidades específicas.

Segundo Blume, houve avanços em algumas áreas, mas eles ainda são insuficientes diante da pressão competitiva, especialmente dos novos concorrentes chineses e de suas fábricas na Europa.

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