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Dívida pública dos EUA ultrapassa US$ 40 trilhões pela primeira vez

Marca histórica aumenta alertas sobre a situação fiscal do país, em meio ao avanço dos gastos com juros e programas sociais

Do total, US$ 32,266 trilhões correspondem a títulos do Tesouro em poder do público, enquanto US$ 7,782 trilhões são referentes a dívidas intragovernamentais | Reprodução/Unsplash
Do total, US$ 32,266 trilhões correspondem a títulos do Tesouro em poder do público, enquanto US$ 7,782 trilhões são referentes a dívidas intragovernamentais | Reprodução/Unsplash

A dívida pública dos Estados Unidos ultrapassou US$ 40 trilhões pela primeira vez, segundo dados divulgados pelo Departamento do Tesouro na quarta-feira (19). O avanço da dívida reacendeu os alertas sobre a situação fiscal do país, diante do crescimento dos gastos com programas sociais e do pagamento de juros.

De acordo com o balanço diário mais recente do Tesouro, a dívida total em aberto chegou a US$ 40,047 trilhões na terça-feira (18). Do total, US$ 32,266 trilhões correspondem a títulos do Tesouro em poder do público, enquanto US$ 7,782 trilhões são referentes a dívidas intragovernamentais.

A dívida pública dos Estados Unidos ultrapassou US$ 40 trilhões pela primeira vez, segundo dados divulgados pelo Departamento do Tesouro na quarta-feira (19). O avanço da dívida reacendeu os alertas sobre a situação fiscal do país, diante do crescimento dos gastos com programas sociais e do pagamento de juros.

De acordo com o balanço diário mais recente do Tesouro, a dívida total em aberto chegou a US$ 40,047 trilhões na terça-feira (18). Do total, US$ 32,266 trilhões correspondem a títulos do Tesouro em poder do público, enquanto US$ 7,782 trilhões são referentes a dívidas intragovernamentais.

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Michael Peterson, presidente e CEO da Peter G. Peterson Foundation, atribuiu parte do aumento da dívida ao envelhecimento da população, à alta dos custos de saúde e às políticas tributárias que, segundo ele, não geram receita suficiente para acompanhar os gastos federais.

“Os juros são o programa governamental que mais cresce”, afirmou Peterson à Reuters. Segundo ele, o governo norte-americano gasta mais de US$ 3 bilhões por dia apenas com juros e deverá desembolsar cerca de US$ 16 trilhões nessa área ao longo dos próximos dez anos.

Juros ganham peso no orçamento

O custo para administrar a dívida já ultrapassou despesas importantes do governo norte-americano. No ano fiscal de 2025, os gastos com o serviço da dívida superaram pela primeira vez as despesas do Pentágono.

Já nos primeiros dez meses do ano fiscal de 2026, os pagamentos de juros ultrapassaram os gastos com o Medicare, programa de assistência médica para idosos e pessoas com determinadas condições de saúde. Com isso, os juros se tornaram o segundo maior item do orçamento federal, atrás apenas da Previdência Social.

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Além disso, Peterson estima que o governo precisará refinanciar cerca de US$ 13 trilhões em títulos do Tesouro nos próximos 12 meses. Desse montante, aproximadamente US$ 2 trilhões corresponderiam a novos empréstimos para financiar o déficit.

Segundo o especialista, o elevado volume de endividamento do governo também contribuiu para o aumento das taxas cobradas em financiamentos imobiliários, empréstimos para veículos e cartões de crédito.

Mudanças em impostos e gastos

Peterson defendeu que o déficit seja reduzido de forma gradual por meio de mudanças combinadas em impostos e despesas públicas. Para ele, não seria necessário promover cortes ou aumentos de impostos de maneira abrupta para colocar as contas públicas em uma trajetória sustentável.

“Não é necessário implementar mudanças imediatas, drásticas e enormes”, afirmou. Na avaliação dele, uma estratégia de longo prazo poderia melhorar a percepção dos mercados financeiros sobre a situação fiscal dos Estados Unidos.

De acordo com Peterson, grupos de pesquisa de diferentes correntes políticas já apresentaram mais de 200 propostas de mudanças para enfrentar o problema.

“É apenas uma questão de coragem e vontade política para começar”, disse.

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