A Petrobras enxerga a possibilidade de exportar gás natural extraído do pré-sal brasileiro para países da Ásia no futuro. A informação foi dada nesta quinta-feira (27) pela presidente da estatal, Magda Chambriard, durante evento em Cingapura. Para isso, a ideia é transformar o gás extraído em gás natural liquefeito (GNL) ainda no mar, e Chambriard […]
A Petrobras enxerga a possibilidade de exportar gás natural extraído do pré-sal brasileiro para países da Ásia no futuro. A informação foi dada nesta quinta-feira (27) pela presidente da estatal, Magda Chambriard, durante evento em Cingapura.
Para isso, a ideia é transformar o gás extraído em gás natural liquefeito (GNL) ainda no mar, e Chambriard afirmou que a Petrobras pode contar eventualmente com o apoio da empresa de engenharia naval Seatrium nessa etapa.
A executiva participou nesta quinta-feira do evento de lançamento de duas embarcações que vão atuar na produção de petróleo do campo de Búzios, encomendadas à Seatrium.
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Segundo Chambriard, a Petrobras já vem discutindo como aumentar a produção de gás no pré-sal e quais oportunidades esse crescimento pode gerar, entre elas a exportação do produto para outros países.
“Vemos espaço para exportar gás por meio de navios de GNL“, disse Chambriard a jornalistas.
A presidente da Petrobras contou que a empresa já conversa com parceiros sobre como transformar o gás em líquido diretamente no mar e viabilizar exportações para mercados interessados no combustível. “Esse será o próximo passo”, afirmou.
Chambriard citou o continente asiático como principal destino de um eventual envio de gás brasileiro, pelo forte aumento da demanda por energia na região.
“Hoje exportamos muito petróleo para a Ásia-Pacífico, é o nosso principal destino. E, olhando para frente, vemos que talvez venha a ser também o principal destino do gás“, afirmou.
O presidente da Seatrium, Chris Ong, disse que a empresa tem foco no mercado de gás natural liquefeito e vê possibilidade de trabalhar junto com a Petrobras em projetos que usam estruturas flutuantes para transformar o gás em líquido.
Segundo Ong, a Seatrium foi a primeira empresa a adaptar dois navios que originalmente transportavam gás liquefeito para que passassem a fazer esse processo de transformação diretamente no mar. Essa experiência, segundo ele, pode ser aproveitada em futuros projetos com a Petrobras.
“Certamente trabalharemos com a Petrobras para avaliar como podemos agregar valor em outra parte da cadeia de suprimentos com unidades flutuantes de GNL”, disse Ong.
O executivo acrescentou que a parceria entre as duas empresas pode ir além da construção de plataformas de produção e armazenamento de petróleo, incluindo outros equipamentos voltados ao aproveitamento comercial do gás natural extraído no mar.
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