O preço médio do diesel S-10 subiu 2,48% em outubro nos postos do país, para R$ 7,44 o litro, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), divulgado nesta quinta-feira (29). Já o diesel comum teve alta maior, de 4,81%, e chegou a R$ 7,19. A pesquisa usa dados de abastecimentos em 21 mil postos.
Outro levantamento, da empresa ValeCard, apontou uma alta parecida para o diesel S-10 no mês, de 2,55%.
Segundo a Ticket Log, os conflitos no Oriente Médio e a guerra entre Rússia e Ucrânia aumentaram o temor de falta de combustível no mercado internacional. Como o Brasil importa cerca de 25% do diesel que consome, os preços internos refletem essas variações.
Além disso, a alta coincide com o plantio da safra de verão, período em que o campo e o transporte de cargas consomem mais combustível.
“Quando o diesel sobe em um período de maior atividade agropecuária, o impacto vai além do abastecimento dos veículos”, afirmou Vinicios Fernandes, diretor da Edenred Mobilidade. Segundo ele, a alta pode encarecer o transporte de mercadorias.
Etanol mais vantajoso
Entre os combustíveis dos carros de passeio, o movimento foi diferente. O etanol subiu 1,65% em outubro, para R$ 4,31 o litro, a segunda alta seguida. A gasolina, por outro lado, caiu 0,30%, para R$ 6,71, segundo o IPTL.
Mesmo assim, o etanol ficou mais vantajoso em mais estados. Segundo a ValeCard, o combustível passou a compensar mais que a gasolina em 21 das 27 unidades da federação, contra 17 em setembro.
A principal mudança ocorreu no Nordeste, onde o número de estados em que o etanol é mais vantajoso passou de três para oito. Roraima segue com a melhor relação do país: lá, o etanol custa 52,11% do preço da gasolina. Em geral, o etanol compensa quando custa até 70% do preço da gasolina.
Subsídio prorrogado e ICMS maior
Para conter a alta do diesel, o governo federal prorrogou na terça-feira (27), por mais 30 dias, a subvenção de R$ 2,12 por litro paga a produtores e importadores. Sem a renovação, o benefício terminaria no fim de outubro. Além disso, há um subsídio adicional de R$ 1,40 por litro para as importações, disponível até 6 de novembro.
Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, a medida vai custar R$ 10,5 bilhões em 30 dias e será paga com receitas extras do petróleo. A subvenção foi criada por uma medida provisória com valor de R$ 1,12 por litro. Em setembro, o governo acrescentou R$ 1, chegando aos atuais R$ 2,12, e renovou o benefício no fim daquele mês. Segundo o governo, a nova prorrogação não aumenta o valor, apenas o mantém diante da instabilidade do preço do petróleo.
Por outro lado, o ICMS sobre os combustíveis vai subir a partir de 1º de fevereiro de 2027. Nesta quarta-feira (28), o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne os secretários de Fazenda dos estados, publicou a atualização anual dos valores do imposto, calculada com base nos preços médios divulgados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
O maior reajuste será o do diesel, de 11,1%: o imposto vai passar de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro. Na gasolina, a alta será de 4,5%, de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro. Já no gás de cozinha, o aumento será de 4,8%, de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo.
(Com informações da Reuters)
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