A dívida bruta do Brasil registrou uma pequena alta de agosto para setembro, passando de 82,87% para 82,93% do Produto Interno Bruto (PIB). Com isso, atingiu o maior patamar em mais de cinco anos, segundo números divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (29).
O desempenho reflete pressão de gastos do governo com juros sobre o endividamento, enquanto um resgate líquido de títulos pelo Tesouro Nacional e o crescimento da atividade econômica ajudaram a compensar esse movimento de deterioração.
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O patamar de setembro da dívida pública bruta é o mais alto desde março de 2021, quando estava em 85,10% do PIB em meio a pesados desembolsos do governo em ações de enfrentamento à pandemia de Covid-19.
A dívida líquida do setor público, por sua vez, foi a 70,0% em setembro, de 69,3% no mês anterior.
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No mês passado, o setor público registrou um déficit primário de R$5,5 bilhões, saldo pior do que o superávit de R$0,5 bilhão esperado por economistas, segundo pesquisa da Reuters.
Os dados do BC mostram que o governo central teve superávit de R$3,469 bilhões, enquanto Estados e municípios registraram déficit primário de R$5,573 bilhões e as estatais tiveram saldo negativo de R$3,393 bilhões.
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