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Ibovespa cai 2,68% e fecha no menor nível desde agosto

Bolsa acumula queda de cerca de 17% em três pregões após a eleição; bancos voltam a puxar as perdas

Vista frontal do edifício-sede da B3, no centro de São Paulo, ao anoitecer. A construção histórica apresenta fachada de pedra, janelas iluminadas, três entradas em arco e bandeiras do Brasil, de São Paulo e da instituição. O logotipo azul da B3 aparece sobre a entrada principal.
Fachada do edifício-sede da B3, a Bolsa de Valores do Brasil, localizado no centro histórico de São Paulo (Reprodução/Google Maps)

O Ibovespa fechou em queda de 2,68% nesta quarta-feira (28), aos 171.006 pontos, o menor nível de fechamento desde agosto. Foi o terceiro pregão seguido de perdas depois da eleição presidencial. Com isso, o índice acumula uma queda de cerca de 17% desde a sexta-feira (23) anterior ao segundo turno.

“Foi um terceiro capítulo de um ajuste que começou na segunda-feira”, afirmou Gabriel Felix, especialista da Blue3 Investimentos.

Na segunda-feira (26), primeiro pregão depois da eleição, o Ibovespa caiu quase 14%, a maior queda desde 2020. Naquele dia, a B3 chegou a suspender as negociações por 30 minutos, e os investidores estrangeiros retiraram cerca de R$ 2,85 bilhões da bolsa. Segundo um levantamento da Elos Ayta, as empresas listadas na B3 perderam R$ 734 bilhões em valor de mercado em um único dia.

Na terça-feira (27), o índice teve um dia de ajustes e fechou em leve queda, de 0,51%, aos 175.710 pontos. Durante o pregão, porém, chegou a subir e bateu 178.526 pontos. Nesta quarta, as perdas voltaram a se intensificar.

O que diz o mercado?

Segundo agentes financeiros, a queda reflete principalmente a saída de investidores que apostavam na vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL), e não mudanças nos fundamentos das empresas. Ainda assim, o mercado vê mais incerteza sobre as contas públicas no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e espera a definição da equipe econômica.

“Nenhum cenário positivo em relação à situação fiscal do Brasil foi divulgado até o momento”, afirmou Lucas Xavier, sócio da AW Capital. Segundo ele, o mercado já questiona se ainda haverá cortes de juros no país.

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Os bancos voltaram a puxar as perdas, como na segunda-feira. O Santander Brasil caiu 5,88%, depois de divulgar uma queda de 28% no lucro do terceiro trimestre. O Bradesco recuou 6,68%, depois de o Itaú BBA rebaixar a recomendação das ações. Além disso, o BTG Pactual caiu 6,52%, o Itaú, 3,42%, e o Banco do Brasil, 3,39%.

A Klabin, fabricante de papel e celulose, recuou 6,37%, depois de registrar queda de 18% no lucro. Segundo a empresa, o resultado foi afetado pelos custos ligados ao El Niño, pela valorização do real e por gastos maiores com insumos e fretes. Já a Vale caiu 2,57%, um dia antes de divulgar o balanço.

Por outro lado, a Hypera subiu 1,35%, depois de registrar alta de 16% no lucro, acima do esperado pelos analistas. Segundo o presidente da farmacêutica, Breno de Oliveira, as vendas da caneta emagrecedora Semavy praticamente dobraram em outubro em relação a setembro, quando foram vendidas 94 mil unidades.

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