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Orçamento de 2025 é criticado por rigidez e falhas em conter despesas obrigatórias

Orçamento de 2025 enfrenta críticas por rigidez e superestimação de receitas, com especialistas prevendo déficit e necessidade de bloqueios.

O orçamento da União, aprovado pelo Congresso, é considerado “um dos mais rígidos do mundo” e reflete um estrangulamento gradual das despesas discricionárias, segundo Marcus Pestana, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI). Ele projeta que, até 2027, esses gastos podem cair para 0,7% do PIB. Especialistas criticam as alterações feitas no orçamento de 2025, destacando […]

O orçamento da União, aprovado pelo Congresso, é considerado “um dos mais rígidos do mundo” e reflete um estrangulamento gradual das despesas discricionárias, segundo Marcus Pestana, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI). Ele projeta que, até 2027, esses gastos podem cair para 0,7% do PIB. Especialistas criticam as alterações feitas no orçamento de 2025, destacando a rigidez da proposta e a insuficiência de investimentos, além do aumento das despesas obrigatórias, que comprometem a saúde fiscal do país.

Pestana enfatiza que 80% da receita primária líquida está atrelada a seis categorias de despesas, como Previdência e Bolsa Família. Ele acredita que o orçamento não atingirá a meta de R$ 15 bilhões em superávit primário para 2025, prevendo um déficit, embora dentro dos limites do arcabouço fiscal. A IFI estima um crescimento do PIB de 1,9% em 2025, após um aumento de 3,4% em 2024, mas alerta para riscos externos, como a política comercial dos EUA.

A XP Investimentos aponta que o bloqueio das despesas discricionárias deve aumentar de R$ 11,5 bilhões para R$ 15 bilhões, com a necessidade de contingenciamentos adicionais. O economista Tiago Sbardelotto destaca que o superávit primário foi elevado de R$ 3,7 bilhões para R$ 15 bilhões devido a ajustes nas projeções de arrecadação, mas sem retirar receitas incertas. Ele considera os cortes no Bolsa Família como temporários, sugerindo que o governo pode enfrentar dificuldades políticas ao implementar tais mudanças.

Rafaela Vitória, economista-chefe do Banco Inter, observa que o orçamento mantém a tendência de subestimar despesas e que um contingenciamento de R$ 30 bilhões seria necessário para cumprir as metas. Marcos Mendes, do Insper, critica a apresentação de um superávit que, segundo ele, não se concretizará, devido a gastos não contabilizados. Sergio Vale, da MB Associados, classifica o orçamento como “bastante irrealista”, especialmente nas previsões de receita, e alerta para a pressão sobre a dívida em um cenário de juros altos.

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