Economia

Brasil enfrenta desafios para escapar da armadilha da renda média e crescer mais

Brasil enfrenta desafios estruturais para escapar da armadilha da renda média, com PIB per capita de US$ 9.280 e queda na participação global.

Renda média. (Foto: Marcos Müller)

Renda média. (Foto: Marcos Müller)

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A economia brasileira enfrenta desafios significativos para se tornar uma nação rica. Desde os anos 1980, o Brasil está preso na armadilha da renda média, com um Produto Interno Bruto (PIB) per capita de US$ 9.280 em 2023. A participação do país no PIB mundial deve cair para 2,4% em 2025, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O Brasil apresenta baixa produtividade, com um trabalhador produzindo, em média, 20% do que um norte-americano. Essa diferença era de 40% nas décadas de 1980. Apesar de ter aumentado o acesso à educação, a qualidade do ensino permanece insatisfatória. O país enfrenta incertezas econômicas, especialmente na área fiscal, que elevam os juros e dificultam investimentos.

Desafios Estruturais

O Brasil precisa simplificar o ambiente de negócios e abrir sua economia para se integrar às cadeias produtivas globais. A falta de integração resulta em um distanciamento das melhores tecnologias, o que compromete a competitividade. O desempenho educacional do país também é preocupante, com o Brasil ocupando a 52ª posição em leitura no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), e posições ainda mais baixas em matemática e ciências.

Embora a formação educacional tenha melhorado, com a redução de 67% para 19,2% da população sem instrução ou com ensino fundamental incompleto, o Brasil ainda precisa avançar na qualidade do ensino. A informalidade no mercado de trabalho permanece alta, com 47,5% dos trabalhadores atuando sem carteira ou em condições informais.

Questões Fiscais e Econômicas

A dívida pública do Brasil deve ultrapassar 100% do PIB até 2030, aumentando a percepção de risco e os juros. Isso encarece o consumo e os investimentos, limitando o crescimento econômico. O próximo governo enfrentará o desafio de ajustar as contas públicas, com a necessidade de um superávit primário de 2,5% do PIB, equivalente a R$ 310 bilhões.

A situação fiscal é complicada por um orçamento engessado, onde muitas despesas são fixas. O crescimento das emendas parlamentares e a falta de avaliação regular dos gastos tributários, que totalizam R$ 547,3 bilhões, dificultam a recuperação econômica. A perda do grau de investimento em 2015 também impacta a atratividade do Brasil para investidores internacionais.

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