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ANP deve concluir revisão dos preços de referência do petróleo até julho

ANP deve finalizar debate sobre royalties do petróleo até julho, mas nova fórmula só valerá após as eleições de 2026.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) deve finalizar até julho a discussão sobre a revisão dos preços de referência do petróleo para o cálculo de royalties. O tema é debatido desde 2022 e gera conflitos entre petroleiras e refinadoras. O Ministério de Minas e Energia (MME) pressiona a ANP para acelerar o […]

A Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) deve finalizar até julho a discussão sobre a revisão dos preços de referência do petróleo para o cálculo de royalties. O tema é debatido desde 2022 e gera conflitos entre petroleiras e refinadoras. O Ministério de Minas e Energia (MME) pressiona a ANP para acelerar o processo, visando antecipar ao menos R$ 5 bilhões em arrecadação até o fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A nova fórmula de cálculo, no entanto, só entraria em vigor 180 dias após a aprovação, o que significa que sua aplicação ocorreria após as eleições de 2026. A proposta da ANP busca valorizar o petróleo do pré-sal, que possui características que o tornam mais atrativo, como menor teor de enxofre. Em abril, o preço do petróleo de Tupi foi fixado em R$ 373,65 por barril, enquanto o Brent, referência internacional, estava em R$ 398,60.

Pressões e Críticas

As refinarias criticam o prazo de carência e pedem uma revisão mais abrangente, que considere outras características do petróleo brasileiro, como acidez e teores de nitrogênio. O presidente do Refina Brasil, Evaristo Pinheiro, destacou que as petroleiras têm utilizado o desconto no preço de referência para planejamento tributário, preferindo exportar petróleo a vender para refinarias nacionais.

A ANP já realizou duas audiências públicas sobre o tema e recebeu 44 contribuições do mercado na última. A agência afirma que o assunto é complexo e que busca concluir o rito regulatório com consistência técnica. As petroleiras, por sua vez, alertam sobre a insegurança jurídica que a antecipação da nova fórmula pode gerar, uma vez que a minuta atual prevê um período de carência.

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