Jamie Oliver Kitchen chega a São Paulo com a promessa de trazer as maiores receitas da carreira do chef, mescladas a influências de viagens. No cardápio, há opções que vão de lasanha a moqueca, buscando variedade e leitura internacional. O espaço fica no Itaim Bibi, em um conceito de restaurante casual.
Entre as entradas, o tataki de carne com gergelim chamou atenção pela técnica e pelo molho ponzu. Croquetes crocantes de carne também agradaram, com chimichurri como acompanhamento. O conjunto funciona bem, apesar de ajustes de execução em algumas partidas.
Desempenho do cardápio e pontos de análise
Principais pratos demonstraram inconsistência na execução. O risoto de cogumelo apresenta ponto de cocção irregular e textura gordurosa, com acompanhamento de tempurá que molha o prato. Em segunda rodada, a gema chega ainda quebrada.
Algumas carnes aparecem com abacaxi grelhado, elemento que gera contraste duplo no prato. O filé ao ancho chega macio, porém sem sal em versão inicial. O prato de peixe and chips não atinge o padrão esperado, com batatas farinhentas e peixe pouco sequinho.
Destaques e observações finais do menu
O papardelle com ragu foi o item com melhor sabor, ainda que a massa tenha passado do ponto. O prato com carne predomina e oferece sabor intenso, com o molho valorizando o conjunto. Entre as sobremesas, lemon curd bar apresenta textura pastosa e acidez reduzida, enquanto custard de coco assado oferece equilíbrio entre doçura e raspas de limão.
Quem busca identidade autoral encontra traços de uma rede global de 80 restaurantes, com supervisão centralizada pelo chef-executivo Lisandro Lauretti. Jamie Oliver aparece mais como influência presente na entrada do que na gestão prática do dia a dia.
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