Raymond Saunders, artista renomado conhecido por suas pinturas enigmáticas e por seu forte engajamento sociopolítico, faleceu aos 90 anos. A notícia foi divulgada por suas galerias, Andrew Kreps e David Zwirner, em uma declaração conjunta nas redes sociais. Recentemente, sua obra foi celebrada na retrospectiva “Flowers from a Black Garden” no Carnegie Museum of Art, em Pittsburgh, cidade onde cresceu.
Nascido em 1934, Saunders teve uma formação artística sólida, estudando na Pennsylvania Academy of the Fine Arts e recebendo um diploma de Bacharel em Belas Artes pelo Carnegie Institute of Technology em 1960. Ele se destacou por seu estilo de assemblage, utilizando uma paleta rica em tinta preta, que refletia suas experiências de vida e sua formação acadêmica. Em seu ensaio de 1967, “Black Is a Color”, ele expressou a responsabilidade do artista em ser autêntico e trazer luz ao mundo.
A retrospectiva no Carnegie Museum apresentou 35 obras de sua carreira, destacando sua habilidade em criar narrativas complexas. O crítico da ARTnews, Alex Greenberger, ressaltou que Saunders “mostra que boas pinturas não devem revelar seu significado facilmente”, enfatizando a profundidade de sua arte.
Além de seu trabalho como artista, Saunders foi professor em instituições como a California College of Arts and Crafts, onde se tornou professor emérito, e na California State University East Bay. Ele recebeu diversas honrarias, incluindo o Rome Prize Fellowship em 1964 e o Guggenheim Fellowship em 1976. Suas obras estão em coleções permanentes de renomados museus, como o Museum of Modern Art e o Metropolitan Museum of Art, ambos em Nova York.
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