Kneecap, uma banda irlandesa, foi banida da Hungria por três anos após acusações de antisemitismo e glorificação do terrorismo. O anúncio foi feito pelo político húngaro Zoltán Kovács, que afirmou que a presença do grupo no Sziget Festival representava uma “ameaça à segurança nacional”. A proibição foi justificada por declarações da banda que, segundo Kovács, promovem “discurso de ódio antissemita”.
Em resposta à decisão, Kneecap enviou uma mensagem aos fãs durante o Sziget Festival, criticando o governo húngaro e expressando apoio à causa palestina. No vídeo, a banda afirmou que a proibição visa silenciar vozes que denunciam a opressão e a violência contra os palestinos. “F–k Viktor Orbán,” disseram, referindo-se ao primeiro-ministro húngaro, e destacaram que foram banidos por se oporem à “campanha genocida de Israel”.
A banda, que ganhou notoriedade após sua apresentação no Coachella, onde expressou sentimentos anti-Israel, também enfrentou problemas legais. Um de seus membros, Mo Chara, foi acusado de apoiar grupos militantes como Hamas e Hezbollah, considerados terroristas pelo Reino Unido. A situação da banda reflete um clima de tensão em torno de questões políticas e sociais, especialmente em relação ao conflito israelo-palestino.
Kneecap concluiu sua mensagem pedindo que os fãs se unam contra a opressão e a discriminação, enfatizando a importância de se opor a regimes que tentam silenciar vozes críticas. A proibição da banda na Hungria se insere em um contexto mais amplo de debates sobre liberdade de expressão e direitos humanos na Europa.
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