A disputa pela herança de Zélia Gattai e Jorge Amado continua a gerar polêmica quase duas décadas após a morte do casal. A caçula Paloma Amado, de 74 anos, lidera a fundação que homenageia seu pai em Salvador e enfrenta as filhas do meio-irmão falecido, que frequentemente aparecem para reivindicar direitos autorais.
Paloma relata que as herdeiras têm cobrado valores referentes a obras icônicas da literatura brasileira, além de lucros de adaptações para cinema e televisão. A situação se intensificou com uma tentativa de acordo, na qual cada uma das filhas pediu 9 milhões de reais, um valor considerado excessivo por Paloma.
“Isso me tira do sério, me faz ter pesadelos e chorar muito,” desabafa a escritora, evidenciando o impacto emocional da disputa. A batalha judicial, que já se arrasta por anos, parece longe de uma resolução, com novos capítulos surgindo constantemente.
A situação reflete não apenas a complexidade das relações familiares, mas também a relevância das obras de Amado e Gattai na cultura brasileira, que continuam a gerar discussões sobre direitos e heranças.
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