A 36ª Bienal de São Paulo abre suas portas neste sábado, 6 de janeiro, no Pavilhão do Ibirapuera, com o tema “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática”. Sob a curadoria do camaronês Bonaventure Ndikung, o evento reúne 120 artistas, muitos deles inéditos no Brasil, e traz inovações como uma instalação de realidade aumentada.
A artista ganesa Theresah Ankomah é responsável pela intervenção na fachada do Pavilhão, que agora exibe um painel feito de fibras naturais. A obra, que evoca movimento e vitalidade, reflete o tema da Bienal, que propõe uma nova abordagem sobre a humanidade. Keyna Eleison, curadora at large, destaca que a ideia é ver a humanidade como um exercício contínuo, não como um conceito fixo.
Diversidade e Inclusão
A Bienal se destaca pela diversidade de vozes e experiências. Mais da metade dos artistas expositores são inéditos no Brasil, incluindo nomes como o pintor britânico Frank Bowling e o fotógrafo argelino Hamid Zénati. A seleção dos artistas foi inspirada em pássaros migratórios, enfatizando a pluralidade cultural e a interconexão global.
Além disso, a curadoria buscou promover um intercâmbio geracional, com a presença de artistas das décadas de 1970 e 1990. O carioca Heitor dos Prazeres, que participou da primeira edição, também retorna com suas obras, reafirmando a importância de sua contribuição artística.
Experiência Interativa
Um dos destaques desta edição é o projeto de realidade aumentada chamado Aparições, que permitirá aos visitantes interagir com obras virtuais espalhadas pelo parque Ibirapuera. O aplicativo, semelhante ao jogo Pokémon Go, oferece uma experiência única ao conectar arte e tecnologia.
A Bienal, que se estenderá até janeiro, também visa democratizar o acesso à arte, com um programa educativo que espera alcançar cerca de 100 mil pessoas. A presidente da Fundação Bienal, Andrea Pinheiro, enfatiza a importância de ampliar o acesso e a reflexão sobre o mundo por meio da arte.
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