Na década de 1970, o cinema viveu uma era de clássicos, com diretores renomados e histórias impactantes. Um dos filmes que se destacou foi “Golpe de Mestre”, lançado em 1973, que trouxe à tona a moralidade de golpistas como protagonistas.
O roteiro, escrito por David S. Ward, um jovem de apenas 25 anos, foi inspirado em sua pesquisa sobre batedores de carteira. Ward acreditava que essa subcultura, muitas vezes vista como vilã, poderia ser explorada de forma inovadora no cinema. A trama gira em torno de Johnny Hooker, interpretado por Robert Redford, que busca vingar a morte de seu mentor, assassinado por um mafioso. Para isso, ele se une ao experiente vigarista Henry Gondorff, vivido por Paul Newman, e juntos elaboram um golpe complexo.
Apesar da inexperiência de Ward, o projeto ganhou força quando Redford e Newman se uniram ao elenco. Inicialmente, Redford hesitou em participar, questionando a falta de experiência do roteirista. Contudo, após a sugestão de George Roy Hill como diretor, o projeto começou a tomar forma. Hill, que já havia trabalhado com Redford em “Butch Cassidy”, se mostrou entusiasmado com o roteiro e trouxe uma visão clara para a produção.
A química entre Redford e Newman foi um dos pontos altos das filmagens, resultando em uma dinâmica divertida e competitiva. O elenco também contou com Robert Shaw, que interpretou o mafioso Doyle Lonnegan. A escolha de Shaw para o papel foi influenciada por sua maneira de andar, que se tornou uma característica marcante do personagem.
“Golpe de Mestre” se destacou não apenas pela narrativa envolvente, mas também pela trilha sonora, especialmente o tema “The Entertainer”, de Scott Joplin. A combinação de um roteiro preciso e a visão do diretor garantiram que o filme se tornasse um clássico atemporal, mantendo sua relevância até os dias de hoje.
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