O livro A Barca do Sol: Memórias de um Certo Verão, de Yuri Behr, revisita a trajetória da banda independente A Barca do Sol, origem no início dos anos 1970 e mentorias de Egberto Gismonti. A obra foi lançada em 2025 pela Gryphus Editora e tem 148 páginas.
Behr desmonta a ideia de que a banda existiu para acompanhar Piry Reis, mostrando que a proximidade musical com o cantor decorreu apenas da relação entre Piry e Geraldo Carneiro, principal compositor da Barca. Nando Carneiro, irmão de Geraldo, também conhecia Piry.
Segundo o autor, a banda não se enquadra no rótulo de rock progressivo. Embora haja traços de gênero, a sonoridade central era acústica, de vanguarda e experimental, reforçando a identidade própria do grupo. O primeiro álbum foi lançado em 1974, com produção de Egberto Gismonti.
A formação clássica envolvia Nando Carneiro, Muri Costa, Jaques Morelenbaum, Alain Pierre, Marcelo Costa, Beto Resende e David Ganc. Marcelo Bernardes participou inicialmente, mas foi substituído por Ritchie, que posteriormente ganhou notoriedade com Menina Veneno.
O conjunto integrou o álbum Corra o Risco, de Olivia Byington, e teve sucesso relativo nos anos 1970 com músicas como Lady Jane e Brilho da Noite. No início dos 1980, a Barca do Sol encerrou atividades diante de mudanças no mercado fonográfico.
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