Matt Damon critica Netflix enquanto promove The Rip, thriller policial de US$ 100 milhões ao lado de Ben Affleck. O filme é lançado como produção da plataforma, e já figura entre os mais assistidos nela. A declaração de Damon repercute na discussão sobre consumo de cinema hoje.
Durante entrevista no The Joe Rogan Experience, o ator comparou a experiência de assistir a filmes no cinema com ir à igreja, dizendo que é um momento marcado e não adiável. Em contraste, filmes pensados para Netflix costumam exigir menos concentração.
A entrevista aborda ainda a formato de streaming: segundo Damon, a Netflix incentiva diretores a simplificar a trama, inserir uma grande sequência de ação cedo e repetir o plot em diálogos. O objetivo seria manter o espectador envolvido enquanto utiliza o celular.
Contexto da fala de Damon
O ator argumenta que esse modelo pode influenciar a forma como as histórias são contadas, especialmente em obras com maior potencial de tela grande. Ele cita que a própria Netflix tem dados de visualização detalhados para embasar decisões criativas.
Implicações para o cinema e para a Netflix
Damon aponta que, ao apostar em produções pensadas para plataformas de streaming, há risco de alterações na narrativa tradicional. O ator também está envolvido em The Odyssey, projeto de Nolan, considerado por ele como potencial sucesso teatral de grande proporção.
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