Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Origem da imagem da Morte com a foice é investigada

Iconografia da morte com foice consolida-se na arte europeia, unindo esqueleto, manto e Cronos para simbolizar o fim da vida

Ilustração cômica da morte, segurando sacolas, diante de uma vitrine de loja de foices.
0:00
Carregando...
0:00

Desde a Europa medieval, a partir do século 14, a imagem da morte ganhou força na arte. A Peste Negra, que matou dezenas de milhões, ampliou o peso simbólico do fim da vida.

O esqueleto representa o corpo após a decomposição. A foice, adaptada de uma ferramenta agrícola, passou a simbolizar a morte ceifando vidas. O manto preto reforça o luto associado a funerais religiosos.

Dois temas artísticos consolidaram esse vocabulário visual. Nos afrescos italianos do Triunfo da Morte, esqueletos avançam sobre multidões, indicando a morte para todos, independentemente de classe social.

A Dança Macabra, difundida a partir do século 15, mostra esqueletos conduzindo vivos em procissão rumo ao túmulo, sugerindo destino comum para ricos e pobres. A ideia é a de uma mortalidade indiscriminada.

No Renascimento, artistas passaram a unir esqueleto e foice numa só figura. A associação dialogava com Cronos, divindade do tempo representada pela foice, símbolo do fim de ciclos.

No século 19, a imagem ganhou uma configuração padrão: esqueleto encapuzado, manto escuro e foice. Nessa fase, o preto consolidou-se como cor do luto na Europa, ampliando o código visual da morte.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais