Claire Tabouret assina as seis novas vidraças de Notre Dame, a católica, que ganharão a nave após o incêndio de 2019. O projeto, apresentado em Paris e em Voorlinden, segue a promessa de Macron de um “gesto contemporâneo” para o monumento. A instalação ocorre ainda neste ano, ao custo estimado de €4 milhões.
A eleição da artista, de 44 anos, ocorreu entre mais de 100 candidatas. A obra segue o tema Pentecostes, com painéis que trazem figuras humanas e paisagens vibrantes, mantendo referências à tradição litúrgica. Os vitrais serão produzidos no ateliê Simon-Marq, em Reims.
Contexto e cronologia
O incêndio de abril de 2019 devastou parte da catedral; a reabertura ocorreu em 2024. A ideia de substituir janelas históricas por peças contemporâneas gerou debates e protestos sobre patrimônio cultural e espiritualidade. Com duração prevista de produção, a instalação completa depende de aprovação institucional.
Processo criativo e parceria
Tabouret mandou 60 esboços para o júri, que selecionou seis composições para as novas vidraças. A artista pintou modelos em Plexiglas, com impressão monotipo para transferir as imagens. A igreja autorizou liberdade criativa, desde que preservasse a “luz branca” interna do interior.
Exposição e projeção futura
Antes de Notre Dame, a designer teve uma retrospectiva no Museum Voorlinden, intitulada Weaving waters, Weaving Gestures. A mostra reúne pinturas, esculturas e têxteis, destacando uso de cores intensas e temas de identidade. A exposição fica em cartaz até 25 de maio.
Repercussão e próximos passos
A iniciativa gera apoio de autoridades, incluindo o presidente Macron, e críticas de segmentos que contestam a substituição. A imprensa acompanha as etapas de instalação, com expectativa de que os vitrais entrem em funcionamento ainda neste ano.
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