Sávia David, rainha de bateria da escola Estrela do Terceiro Milênio, afirma ter enfrentado preconceito no mundo corporativo por ocupar o posto. A profissional combina atuação no carnaval com atuação em diversos campos, como empresária e advogada. O relato integra sua visão sobre a objetificação de mulheres no carnaval.
Aos 37 anos, Sávia trabalha há 17 anos no carnaval e conduz a harmonia da escola. Além de rainha de bateria, ela é mãe, educadora física, proprietária de uma empresa no setor imobiliário e embaixadora da FENASAMBA. Ela explica que a credibilidade costuma oscilar ao mencionar a carreira na avenida.
Ela destaca que a percepção sobre o papel da rainha vem mudando aos poucos. Movimentos promovidos pela FENASAMBA, com congressos e painéis 100% femininos, ajudam a mostrar que as sambistas são também gestoras e empreendedoras. O objetivo é ampliar o entendimento de atuação além da estética.
A executiva comenta que, mesmo com avanços, ainda existem entraves. Acredita que mais mulheres em cargos de gestão nas escolas de samba pode acelerar a mudança de percepção e incentivar novas lideranças femininas no carnaval.
Expansão profissional também é tema de Sávia. Embora a sede da empresa permaneça no Rio, ela planeja ampliar operações para São Paulo. A decisão leva em conta a vida familiar, com filhos estudando no Brasil, mantendo endereço comercial na capital paulista.
Sávia reforça que continua dedicada a consolidar a atuação da empresa e ampliar presença no mercado. A rainha de bateria mantém atuação ativa na escola, com foco em projetos que valorizem a participação feminina em diferentes frentes do carnaval.
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