O FrevoBook, recém-lançado, reúne a história do frevo, um repertório diverso e partituras para várias formações. Os autores climério Oliveira, Marcos FM e Spok promovem o ritmo além do carnaval, tornando-o perene ao longo do ano.
A obra adapta partituras para teclado, sanfona, violão e outros instrumentos, incluindo frevo de rua, frevo-canção e frevo de bloco. Autores clássicos como Capiba e Nelson Ferreira aparecem ao lado de nomes contemporâneos, como Spok e Marcos FM.
O livro busca aproximar músicos e público da tradição, sem limitar o frevo ao período carnavalesco. A ideia é fomentar leitura, prática musical e memória histórica do ritmo, ampliando seu alcance para além das festividades.
Frevo em diálogo com outros ritmos
O frevo atual é diverso: orquestras dialogam com jazz, enquanto propostas minimalistas convivem com o erudito e o popular. Artistas como Henrique Albino incorporam referências externas; Flaira Ferro explora o rock feminista.
Maestro Forró atua como figura performática de humor no palco, contrastando com a imagem tradicional do maestro. Outras leituras incluem frevo pop dos anos 1990, com Nena Queiroga e Beto Leal, ampliando o repertório.
Paço do Frevo e promoção ao longo do ano
O Paço do Frevo, no Recife, promove atividades durante todo o ano, conectando o frevo a outros ritmos e experimentações. O objetivo é criar um laboratório cultural que favoreça intercâmbios e novas leituras do gênero.
Especialistas ressaltam a importância de temas universais e de espaços fora do carnaval para ampliar o alcance. A ideia é tornar o frevo relevante para cinema, televisão e mídia em geral, sem perder a identidade local.
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